O caso é de um morador de Indaiatuba (SP) de 28 anos que, segundo o ministério, está em isolamento domiciliar e tem quadro estável. A pasta considera que este é um caso importado, uma vez que o paciente viajou recentemente para a Europa. A infecção foi confirmada nesta quinta-feira por um exame laboratorial do tipo RT-PCR realizado no Instituto Adolf Lutz.

De acordo com o ministério, há seis casos confirmados de varíola dos macacos no Brasil — quatro em São Paulo, um no Rio Grande do Sul e outro no Rio de Janeiro. Há mais 13 casos suspeitos em investigação.

O primeiro caso foi confirmado no dia 9/6, o de um homem de 41 anos que, segundo informações iniciais, passou por Portugal e Espanha no mês passado. Ele foi internado no Hospital Emílio Ribas, em São Paulo (SP).

Todos aqueles que tiveram contato com as pessoas infectadas têm sido monitoradas pelas equipes de vigilância.

“Essa doença é um evento incomum e inesperado em áreas não endêmicas. Trata-se de um agente com alto potencial de transmissão por contato através de gotículas, principalmente por fluidos corporais, e existe a necessidade de assegurar a assistência – o que inclui tratamento, capacidade laboratorial, equipamentos de proteção, e descontaminação”, disse Janaína Sallas, representante da Secretaria de Vigilância de Saúde, durante evento do Ministério da Saúde na manhã de quarta-feira (8/6), segundo informações da Agência Brasil.

Em 10/6, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que há 1.285 casos confirmados de varíola dos macacos em regiões do mundo em que a varíola não é endêmica ou que nunca tinha sido detectada. A OMS também deve propor um novo nome para a doença em breve, já que formou uma comissão para buscar um termo substituto, depois que alguns cientistas se manifestaram por considerar as referências à varíola discriminatórias e estigmatizantes.

O que é a varíola dos macacos?

É uma doença causada por um vírus monkeypox da mesma família do vírus da varíola humana, mas com consequências muito menos sérias aos infectados.

A doença é geralmente encontrada na África Central e na África Ocidental e, mais especificamente, em áreas de floresta tropical.

Na República Democrática do Congo, onde há densas florestas, mais de 1,2 mil casos foram relatados somente este ano e 57 mortes registradas (até 1º de maio de 2022), segundo a OMS.

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